sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O argumento não convence

A construção da IC32 entre Coina e o Funchalinho vai ser uma realidade dentro em breve. Os habitantes dos concelhos de Almada e Seixal aplaudem a construção desta via que estamos certos poderá vir ajudar a descongestionar as saturadas IC 20 e A2 em horas de ponta.
Se esta notícia é bem vinda, já a informação de que esta via vai ter portagens é um golpe nos bolsos dos habitantes destes dois concelhos sem qualquer outra justificação que não seja a de que a construção deste troço tem que ser financiada pelos bolsos dos utilizadores.
O Ministro Mário Lino argumenta que o troço tem que ter portagens porque se desenvolve em paralelo à auto-estrada e, como esta é paga, logo a via que lhe é paralela também tem que ser paga. Este argumento não colhe pela simples razão de que o troço da auto estrada que hoje se encontra congestionada em hora de ponta também não é pago. Na realidade o troço da A2 entre os nós do Fogueteiro e de Almada não tem portagens.
Sendo este troço da A2 que se pretende descongestionar não se compreende que se faça uma via que pretende ser alternativa, mas com portagens.
Que fará o automobilista que se encontra na Costa da Caparica e pretende deslocar-se para a Torre da Marinha? Vai circular num IC32 pagando portagem ou antes fará o actual trajecto pelo IC 20 e A2, saindo no nó do Fogueteiro?
Senhor Ministro, queremos ser tratados por igual aos restantes habitantes da Área Metropolitana de Lisboa; queremos circular dentro dos concelhos mais próximos sem que nos venham impor agora uma auto estrada disfarçada de IC; além de que este troço entre Coina e o Funchalinho não é paralelo à auto estrada.
Que fará um residente em Fernão Ferro que vai trabalhar para a Charneca da Caparica?
Irá pagar portagens ou antes se vê obrigado a cruzar o IC, dirigir-se à A2, entrar no Foguteiro, circular na IC20 e sair nas Casas Velhas para entrar na Charneca como hoje faz?
As portagens vão criar uma via fantasma e a A2 vai continuar congestionada, por isso dizemos não às portagens.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Respeitem os poderes da Assembleia Municipal

No dia 30 de Janeiro realizou-se a 1ª reunião extraordinária da Assembleia Municipal do Seixal em que foram discutidos e votados diversos documentos, nomeadamente, o Plano de Pormenor de Vale dos Chicharos, a actualização anual de diversas taxas municipais, a alteração dos estatutos da Associação de Municípios da Região de Setúbal, a delegação de competências nas Juntas de Freguesia e a declaração de interesse público municipal do Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal.
Como a Câmara Municipal teima em não colocar na internet as actas quer das sessões de Câmara, quer da Assembleia Municipal, falarei aqui de alguns destes assuntos que foram debatidos e votados na Assembleia Municipal.
Nos termos legais e sob proposta da Câmara compete à Assembleia Municipal aprovar os Regulamentos Municipais e a alteração das respectivas taxas.
A Câmara Municipal, no auge da arrogância da sua maioria absoluta, que tudo aprova e nada questiona, continua a fazer da lei letra morta.
Na verdade, contrariamente ao que está obrigada, continua a alterar e aplicar taxas municipais, sem a respectiva aprovação da Assembleia Municipal; entre elas estão as taxas indexadas ao valor da água e que por via da indexação, sempre que a Câmara resolve aumentar o valor da água, automaticamente aumenta o valor das taxas de tratamento de efluentes, de resíduos sólidos urbanos e de manutenção de infra-estruturas urbanísticas.
Os comunistas ao não levarem à discussão e aprovação da Assembleia Municipal as alterações destas taxas comportam-se de uma forma anti democrática e em total desrespeito pelo órgão deliberativo da autarquia.
Em nosso entender qualquer alteração das taxas municipais citadas, pela via da indexação, é nula e de nenhum efeito, nulidade invocável a todo o tempo pelos cidadãos lesados.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Com o dinheiro dos outros também eu faria figura.

A variante à Estrada Nacional 10 já não tem o obstáculo criado pelo abate ilegal dos sobreiros. O Governo criou as condições para que finalmente a obra possa avançar.
Parece no entanto que a continuação da via já não vai ser da responsabilidade da Câmara Municipal do Seixal mas sim sob a responsabilidade da Administração Central.
Pois é! Como o Carrefour (agora Continente) já não faz a obra, os comunistas, no poder, já não querem ser eles a tomar a responsabilidade da continuidade do empreendimento estruturante que é a via de que se fala.
Assim até eu conseguiria fazer a via, desde que alguém a fizesse por mim, para depois poder dizer a todo o mundo que fui eu que a fiz.
Estes "camaradas" comunistas são o máximo do embuste e da mentira politica. Produzem constantemente os seus slogans contra o capital e contra o mundo empresarial privado, mas depois lá vão fazendo às "escondidas" os negociozinhos de molde a parecer aos olhos da opinião pública que o desenvolvimento é feito com o investimento municipal.
Lembram-se dos cartazes que os comunistas colocaram junto da ponte de corroios em 2005?
Se era verdade porque não continuam?
Pela simples razão de que estavam a mentir à população do concelho.
Acorda Seixal

sábado, 24 de janeiro de 2009

O jantar mistério

Há uns dias atrás recebi por mail um convite para participar num jantar de homenagem a um camarada e antigo Vereador na Câmara Municipal do Seixal. Quando recebi o convite pensei:
- Homenagem?
Mas a que propósito se pretende homenagear, nesta altura, este camarada?
É um homem ainda relativamente jovem e não acredito que tenha pedido a aposentação.
Do que lhe conheço é ambicioso e por isso não creio que pretenda retirar-se para o anonimato. O seu currículo político, com altos e baixos, não é, no meu entender, de tal forma elevado e brilhante para ser um modelo inquestionável de virtudes e um exemplo para todos nós.
Continuei a pensar qual poderia ser o significado e a razão desta homenagem e comentei para os meus botões:
-Não vou participar nesta maldade que estão a fazer a este meu camarada. Só pode ser uma maldade que os ditos amigos lhe querem fazer, porque se não é o seu lançamento para uma candidatura interna com vista às eleições autárquicas, estão a dizer-lhe que em função do seu apreciado currículo está na hora de se recolher e reformar.
Hoje, já depois do dito jantar, leio um jornal local e vejo as declarações que o meu camarada lhe prestou.
Dizia o meu camarada que foi tudo feito nas suas costas, que estava muito comovido com a maldade que lhe tinham preparado e até Ministros e ex- Ministros iriam estar presentes nesse maldoso jantar.
Quando li estas declarações fiquei chateado comigo, por duas razões:
- Primeiro porque não fui ao jantar, sempre poderia ter apertado a mão a algum Ministro e aproveitava para lhe pedir um autógrafo para os meus filhos. Podia ser uma forma de os convencer que a actividade política é a mais nobre das "profissões" e sempre me perdoariam uma parte das minhas ausências.
- Segundo, porque eu devia estar muito enganado por não ter percebido ainda que este meu camarada é uma figura de referência nacional, razão porque não poderiam deixar de estar alguns Ministros na homenagem.
No mesmo jornal, outro meu camarada, referindo-se ao jantar de homenagem e considerando-a muito justa, dizia:
-Os anos passam mas os valores continuam cada vez mais firmes e a experiência conta muito, especialmente em tempos que não são muito propícios a aventuras, nem devem acolher, muito menos, aventureirismos.
Palavras sábias deste meu camarada, as quais subscrevo na íntegra. Os valores não são para deitar para o lixo, a experiência tem-nos dito que há males que não se devem repetir e o aventureirismo encapotado num jantar de homenagem deve ser repudiado na medida em que não era para prestar homenagem a ninguém mas sim para lançar uma candidatura assente na vaidade e desenraizada de valores.
Fico satisfeito por saber que afinal os nossos Ministros têm mais com que se preocupar e por perceber que a grande maioria dos militantes socialistas do Seixal não têm memória curta.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Obama. A esperança e a desilusão

Hoje tomou posse o 44º Presidente dos Estados Unidos. Não tenho memória de ter sido eleito um Presidente Americano que granjeasse, em todo o mundo, tanta simpatia no dia da sua tomada de posse.
Espantoso. Foi eleito por pouco mais de 50% dos votos do povo americano e hoje recolhia a simpatia de 80%.
Sem governar o Presidente Obama tinha conquistado 30% do eleitorado americano.
O globo é simpatizante de Obama, desde o comunista Fidel aos governantes mais direitistas deste mundo.
Pasme-se. Até Durão Barroso é fã de Barack Obama. Será que hoje George Bush votaria Obama? Não me espantaria, tanto camaleão se vê por esse mundo fora, mas quase todos esquecem que Obama só é Presidente dos Estados Unidos porque o baralho de cartas do sistema financeiro ruiu na "melhor" altura para que um mulato pode-se ser Presidente nos Estados Unidos; de contrario, lá tínhamos que continuar a suportar a superioridade americana assente num governo conservador a cantar vitória na derrota que estão a sofrer no Iraque e a colocar porta aviões em tudo o que é passagem para policiar tudo e todos.
A vitória de Obama está para a crise financeira como a eleição de Zapatero está para o atentado do 11 de Março em Madrid. A vitória de ambos não se deveu a uma consciencialização mas a uma reacção emocional.
Quero com isto dizer que não foi a consciência colectiva que ditou aos americanos a necessidade de mudar de governação, mas o impulso do momento e da circunstância; daí se verificar tão acentuado e repentino apoio a alguém que ainda não governava e já subia a sua popularidade para indicadores record.
Hoje Obama é um Deus de quem se espera um milagre e rapidamente. Como não é possível e as soluções nunca poderão ser de curto prazo, lamento concluir que daqui a um ano, muitos dos que hoje são incondicionais apoiantes já sejam os seus maiores delatores.
O povo é assim, tanto endeusa como inferniza, esquecendo que a mudança só pode ser lenta e gradual e não há soluções milagrosas.
Nunca gostei de enfatizar ninguém porque a idolatria é um instrumento da escravidão moderna, mas gostei de ouvir a Barack Obama que tem consciência que vai cometer erros. É humano e seria bom que os políticos de todos os quadrantes tivessem a humildade de dizer publicamente que nem sempre actuaram bem e reconhecerem que erraram. Talvez a população em geral acreditasse mais e o mundo fosse mais justo e mais esclarecido.
Temos hoje um Presidente que nunca erra e raramente se engana. Temos um Presidente da Comissão Europeia que por interesse e ambição estritamente pessoal abandonou Portugal e borrifou-se para o que viesse a seguir, o tal que lambeu as botas ao amigo americano e esteve a seu lado no lançamento de uma guerra assente na mentira. Hoje não há dirigente ou militante do PSD que não seja acérrimo apoiante de Barack Obama.
Haja decoro e um mínimo de coerência e, se assim for, talvez a ética política tenha algum significado.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Uns prometem e cumprem. Outros, não me comprometam.

Percorro a blogosfera, consulto alguns blogs e, num em especial, deparo-me com a seguinte afirmação:
- Hospital de Braga. Promessa cumprida.
Um ilustre Deputado do meu partido tinha feito a promessa durante a campanha eleitoral em 2005, três anos depois foi assinado o contrato de construção do equipamento prometido.
As promessas são para cumprir e não posso deixar de enaltecer este meu camarada Deputado que cumpriu religiosamente o prometido; pena tenho que neste particular, para o meu concelho, o Seixal, nem promessa tenha havido durante a mesma campanha eleitoral.
Os Socialistas do Seixal não podem estar satisfeitos com as ultrapassagens que lhes fazem pela "direita", porque quem fica penalizada é a população do Seixal que não tem culpa nenhuma da falta de planeamento no crescimento demográfico do concelho, da responsabilidade do Partido Comunista, e ao mesmo tempo, que o Governo, seja ele do PS ou do PSD continuem a ignorar esse crescimento e as necessidades que tal realidade comporta.
A exigência da rápida construção do Hospital do Seixal não deve ser uma bandeira dos comunistas, até porque a necessidade da sua construção, a curto prazo, deve-se a graves erros de gestão e de falta de planeamento no ordenamento do território no concelho, da sua exclusiva responsabilidade.
A exigência da construção do Hospital deve ser uma bandeira dos Socialistas do Seixal, independentemente de qual seja a força política que governe este País.
A promessa do lançamento do concurso público para este ano não deve ser.... uma promessa, deve ser uma realidade, mas...
Que hospital?
O tal que já foi designado de rectaguarda ou antes um de primeira linha?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fernão Ferro. Os comunistas tratam desigual o que é igual.

Na Freguesia de Fernão Ferro há dois pesos e duas medidas.
Aos residentes nos Morgados foram distribuídos gratuitamente, e bem, há relativamente pouco tempo, pela Câmara Municipal do Seixal, contentores individuais.
Os residentes nos Redondos, se quiserem contentores individuais, terão que os pagar, já que terão sido comprados pela associação e "oferecidos" por esta à Câmara Municipal.
Tanto quanto sei, os habitantes dos Redondos, pagam as mesmas taxas municipais que pagam os outros habitantes da freguesia de Fernão Ferro e do concelho do Seixal; se assim é, porque têm que ser eles a pagar os contentores e não lhe são fornecidos gratuitamente pela Câmara Municipal, como é de sua obrigação?
E o que diz o Senhor Presidente da Junta a este tratamento desigual da população da sua Freguesia?
Ainda acha que deve continuar a tocar trompetins e cantar ...oussana nas alturas... em honra dos senhores "feudais" que gerem a Câmara Municipal?
Haverá necessidade de tanto silêncio ou será desta que vamos ter um comunicado da Junta de Freguesia a ser distribuído junto da população dos Redondos apelando a esta para que recuse pagar uma factura que é da responsabilidade da Câmara Municipal?