sábado, 10 de janeiro de 2009

Sobre a indisponobilidade das actas

O meu amigo e camarada Samuel Cruz no seu blog rumoabombordo há já algum tempo tem vindo a publicar as actas das sessões de câmara e, muito recentemente chama à atenção para o facto desta, que dispõe de meios humanos e técnicos, não publicar as mesmas actas no site do município para que todos nós possamos estar mais próximos da actividade municipal. Dois distintos munícipes (Ponto Verde e Paulo Edson), aos quais quero agradecer o seu estímulo no momento do nascimento e aparecimento deste blog, deixaram já, no blog rumo a bombordo, as suas notas de desagrado pela incompetência da câmara que teima em não prestar esta informação aos munícipes.
Permitam-me uma visão mais caustica desta questão.
Se é verdade que às vezes podemos criticar a câmara por incompetência, não concordo que este seja o caso. Estou certo que os técnicos ao serviço do município não teriam qualquer dificuldade na divulgação das actas no site do município. O caso é muito mais grave, porque o que está aqui em causa é um estilo de governação típica do obscurantismo que primou pela sua existência em Portugal durante quase meio século e no leste, com sinal oposto, por muitos mais anos. Na verdade, todos se recordaram que há uns anos atrás se podia fazer pesquisa no boletim municipal alojado no site, mas quando os ditos "democratas" se aperceberam que o munícipe facilmente podia ir consultar o histórico e assim desmascarar as grandes mentiras aí várias vezes repetidas pelo poder autárquico instalado, logo se apressaram a retirar esse serviço à população.
Claro que a não publicação das actas segue essa mesma linha de governação obscurantista que os caracteriza. Quanto menos conhecimento, mais longevidade.
Tão democratas que eles são; mas o que vemos são praticas, que felizmente, o povo deste país não tem permitido que estes senhores as possam implantar ao nível da governação do Estado.
Esperemos que os munícipes do Seixal tomem consciência de quanto tem sido nefasto para o nosso concelho, a sua ausência das urnas que tem permitido que os ditos "democratas" se continuem a perpetuar no comando dos destinos do nosso concelho.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Faz o que eu digo, não olhes para o que eu faço.

Jerónimo de Sousa no seu discurso de abertura do XVIII congresso do PCP defendeu que o capitalismo assenta no poder do crime organizado, com cobertura e cumplicidade da banca internacional, em que avultam os off-shores.
Estou de acordo com o Senhor Jerónimo de Sousa e concordo que a existência de empresas off-shore tem como objectivo a ocultação de actividade ilícitas, nomeadamente, o branqueamento de capitais gerados por actividades criminosas.
"Morte às off-shores e a quem as apoiar" é, assim, um slogan do Partido Comunista Português. Estranhamente ou talvez não, os comunistas instalados na Câmara do Seixal não perfilham tal opinião e não embandeiram aquele slogan.
O Partido Comunista responsável pelos destinos do município do Seixal está-se borrifando para as teses do seu líder e promove parcerias com as ditas off-shores com vista a facilitar-lhe o lucro especulativo em operações urbanísticas.
Pergunta que se impõe. O Município do Seixal é gerido por comunistas ou por travestidos de comunistas?
Onde está a ligação entre a ideologia e o exemplo no domínio das praticas?
Porque precisa o Senhor Presidente da Câmara de duas viaturas ao seu dispor pagas pelos cofres do Município? Uma não lhe bastaria?
Bem pregava Frei Tomás... Faz o que ele diz, não faças o que ele faz...
E o leitor acredita mesmo que vivemos num concelho gerido por comunistas?

domingo, 4 de janeiro de 2009

Quem manda na Câmara do Seixal?

Quem manda na Câmara do Seixal?
O poder político ou a tecnocracia?
Esta pergunta é feitas sistematicamente pelo comum dos munícipes deste concelho.
Qual a resposta?
Obviamente que a resposta a esta questão não será linear.
Qual a vossa opinião?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Acorda Seixal

Os habitantes do concelho do Seixal, na sua esmagadora maioria, não perfilham a ideologia comunista e muito menos se sentem representados pelos eleitos locais que, sob o disfarce de uma imaginária coligação de nome CDU, têm ganho todas as eleições autárquicas desde o 25 de Abril até à presente data.
Mas se os habitantes do concelho não são comunistas, nem se sentem representados por eles, o que leva a esta sistemática vitória de quem não é querido e que tanto se arroga de poder local democrático?
A indiferença e a descrença.
A indiferença que se traduz na abstenção como arma de arremesso contra todos os partidos políticos e politica em geral.
A descrença na oposição, a qual, até hoje ainda não foi capaz de apresentar uma proposta de gestão municipal na qual os munícipes mais activos e sensibilizados para o seu dever de cidadania possam acreditar e sem deixar de destacar a necessidade dos agentes políticos da oposição saberem assumir a ruptura com coragem.
Esta descrença gera a abstenção de muitos munícipes que a todo o momento podem e devem ser o factor de mudança.
A indiferença é um estado de sensibilização sócio politica difícil de modificar no médio prazo. Infelizmente cada vez mais encontramos cidadãos descrentes nos políticos, que diga-se em abono da verdade, muitos deles tem contribuído para essa visão negativa da classe política, o que faz que essa indiferença seja um forte aliada dos comunistas.
Eles sabem que a apatia politica gera a indiferença e esta é uma grande aliada do poder instalado.
A descrença é o posicionamento politico de uma significativa franja de eleitorado que a oposição pode e deve modificar.
O partido da oposição que conquistar os eleitores descrentes será a força politica que irá destronar os comunistas do poder autárquico neste concelho que hoje está instalado à custa de tentáculos e teias de interesses.
Este blog pretende dar o seu contributo para que os habitantes do Seixal possam tomar conhecimento da grave realidade em que vivemos e contribuir para que, ao menos os indiferentes, encontrem motivação para darem o seu contributo para a queda de um poder autárquico que de democrático nada tem e onde se jogam interesses que não são os dos habitantes deste concelho em geral, mas de um pequeno núcleo; daí a mensagem:
- Acorda Seixal.